Iniciativas buscam tornar o GP de São Paulo mais seguro para as mulheres
- Júlia Palomares Aro

- 5 de nov. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 9 de dez. de 2023
Respect Women

[Imagem: Reprodução/Acervo Pessoal de Beatriz Rosenburg]
A história do projeto Respect Women começa em 2018, quando depois de ficar 4 anos sem frequentar o GP por receio de ser de novo desrespeitada e perceber que o assédio não era algo isolado, Beatriz Rosenburg criou o projeto. "Eu me dei conta que não era uma coisa isolada e que acontece em todos os setores do autódromo, que em todo o autódromo você está sujeita a passar por isso", conta Beatriz, fã de automobilismo. Foi quando ela teve a ideia de preparar adesivos para que as mulheres com ele se identificassem, pudessem contar umas com as outras e assim criassem uma rede de apoio.
A princípio, o Respect Women contava com 30 adesivos. No atual GP, já são mais de 2 mil, e a campanha está presente em todo o autódromo. Além disso, o projeto se expandiu, passando a marcar presença nas redes sociais, como Whatsapp e Twitter. No whatsapp, agora existe um no qual as mulheres se organizam para quw ninguém assista à corrida sozinha, o "Interlagos Safe", o que também acontece no twitter, através do grupo "Mulheres em Interlagos". Para mais informações sobre o projeto e como fazer parte, confira o perfil @thelap1 no instagram.
Girls Like Racing
O Girls Like Racing foi criado quase sem querer, revela Érika Prado, engenheira da Fórmula 4 que guia o projeto. Nas palavras dela: “o projeto se transformou em realidade sozinho”. Em 2018, nas arquibancadas do GP do Brasil e ainda não nos boxes, Érika recebeu a sugestão de criar um grupo para que mulheres pudessem conversar sobre Fórmula 1. Um tweet sobre o grupo foi lido no SporTV, o crescimento a partir daí foi exponencial e mais mulheres se juntaram para falar de automobilismo.
Érika conta que, na época, o grupo se chamava “Mulheres na Fórmula 1”, mas as conversas ultrapassavam os limites da categoria, indo da Indy à Stock Car. Por isso, resolveram alterar o nome, foi quando surgiu o “Girls Like Racing”. No ano seguinte, 2019, o grupo criou uma conta no Instagram onde mulheres falam sobre automobilismo, o projeto continuou a crescer. “Foi uma coisa que foi puxando a outra e o meu sonho sempre foi e continua sendo trazer mais mulheres para o esporte”, conta Érika sobre a naturalidade de como as coisas aconteceram no projeto.
No GP de 2023, o Girls Like Racing tem pelo menos uma correspondente em cada setor, que será responsável por entregar pulseirinhas de identificação para as mulheres que quiserem. Dessa forma cria-se uma rede de apoio e as mulheres podem identificar com quem contar caso queiram ou precisem. Além das arquibancadas, o GLR também promoveu ações no paddock, levando mulheres para conhecer o automobilismo de perto, uma forma de incentivar que cada vez mais delas estejam no esporte. Para saber mais, conheça o perfil delas no Instagram! @girlslikeracingbr .
Sistema de acolhimento da secretaria municipal de direitos humanos e cidadania de são paulo
Após reiterados relatos de assédio nas arquibancadas em edições passadas, a organização do Grande Prêmio implantou nova medida para o GP de 2023. Do lado de dentro do autódromo, ao lado do portão 7, haverá uma sala da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo para o acolhimento de vítimas de assédio (ou de outras discriminações e tipos de violência). Além disso, 10 pessoas da equipe estarão circulando no autódromo, assim como uma viatura, que estará percorrendo o interior do autódromo para suporte.





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