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“Não existe linha de chegada”: a importância da busca por desafios

Em entrevista, Moara Sacilotti reflete sobre os novos passos da carreira

No esporte desde os 7 anos de idade, Moara Sacilotti acumula feitos impressionantes na carreira, no motocross, no rally. A piloto foi a primeira mulher a competir de moto no Rally dos Sertões, a maior competição de rally das Américas, assim como foi a primeira a vencer a competição em sua categoria. E, mesmo depois de mais de 30 anos de competições, Moara não para de buscar novos desafios e turbinar ainda mais sua carreira.


[Imagem: Sanderson Pereira]


Em entrevista ao box box boletim., a piloto conta sobre o último grande desafio ao qual se propôs e a importância que isso teve para ela. Acostumada a correr no Brasil e já tendo percorrido o país de ponta a ponta, Moara já conhece os terrenos daqui. Então, dessa vez, resolveu ir rumo à novidade e correr no deserto argentino. Para isso, a prova escolhida foi o SAAR (South American Rally Race - Corrida de Rally Latino-Americano), onde a piloto enfrentou terrenos completamente novos, um clima diferente do qual normalmente corre no Brasil e novas planilhas de navegação.


Como competidora, Moara sabe a importância que a busca constante por desafios tem na sua carreira. Afinal, sem eles, ela estaria estagnada, parada no mesmo lugar, coisa que, convenhamos, não combina com as corridas. Nas palavras da piloto: “tenho esse pensamento de que ‘não existe linha de chegada’, enquanto eu tiver condições físicas, vou continuar buscando novos desafios. Sei que não vai durar pra sempre, pois meu esporte exige demais do corpo, então tenho que aproveitar enquanto sou competitiva”. Fazendo jus às suas palavras, Moara estreou na prova já conquistando a quinta colocação em sua categoria.


Entretanto, é importante destacar que, nessa história de desafios, nem tudo são comemorações e grandes vitórias. Tanto que, no percurso da prova, Moara teve quedas, adaptações e precisou até abandonar uma das etapas, isso além das adaptações do equipamento, que também enfrentava novas condições.


[Imagem: Sanderson Pereira]


Ainda assim, a piloto busca tirar o melhor da experiência: “eu precisava de um novo desafio na minha carreira, eu precisava sair da zona de conforto. Recebi um convite, aprovação da família e patrocinadores e alguns empurrões de amigos que disseram: ‘faça agora’. Fui tremendo, com a sensação horrível e deliciosa de me jogar de um precipício. Encontrei terrenos, navegação, temperaturas realmente difíceis, em algum momento até pensei que o desafio estava acima da minha capacidade. Insisti e cumpri meu objetivo - completar a prova! É sem dúvida uma sensação de vitória, foram inúmeras pequenas vitórias”.


A piloto destaca que a experiência foi boa para ela tanto pessoalmente, quanto profissionalmente. E acrescenta que não vai parar por aí! Moara quer correr na Argentina de novo, estrear no México, no Chile, e pretende continuar competindo no Rally dos Sertões. “Se parasse agora, ficaria um vazio, faltaria algo na minha vida!”, ela explica. Ainda tem muita estrada pela frente!


[Imagem: Sanderson Pereira]


Para além das pretensões, do que virá ou não a ser realizado, finalizamos a entrevista com uma reflexão da piloto sobre até onde essa sua busca por desafios já a trouxe. Com as lágrimas quase saindo dos olhos, ela diz: “cheguei num ponto que eu nunca nem sonhei para mim quando eu era mais nova. Eu sempre quis correr de moto, desde criança, desde que eu comecei no motocross. Eu sempre imaginei que eu fosse competir para a minha vida inteira. Mas eu nunca, nunca vislumbrei que eu fosse chegar tão longe. Então, cada passo, cada rally é uma vitória. Cada dia dentro de um rally é mais uma vitória. Cada obstáculo é mais uma pequena vitória”.

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